
Oncomed participa do HEMO
No dia 8 de novembro, no Rio de Janeiro, aconteceu o HEMO, evento consolidado como o maior da América Latina e terceiro maior do mundo
A quimioterapia antineoplásica refere-se à estratégia de tratamento que se utiliza de medicamentos capazes de matar células cancerosas, controlar seu crescimento ou aliviar os sintomas causados pela doença.
A estratégia pode envolver o uso de apenas uma droga ou a combinação de várias delas, dependendo do tipo de câncer e sua fase de evolução.
Os quimioterápicos podem ser administrados por várias vias:
1. Endovenosa: é a mais frequente. O medicamento é aplicado diretamente nos vasos sanguíneos do paciente. O tempo necessário para a infusão do medicamento varia de acordo com o esquema de tratamento empregado, podendo ser de poucos minutos até alguns dias. Em casos nos quais serão necessárias várias aplicações de quimioterapia, pode ser implantado um cateter (chamado Port-a-cath®), que é instalado sob a pele do tórax do paciente e é utilizado para a administração das drogas, sem necessidade de buscar suas veias a cada procedimento.
2. Oral: os medicamentos são ingeridos pela boca, tanto na forma de líquido quanto de comprimidos ou drágeas.
3. Intramuscular: a medicação é administrada nos músculos do paciente através de uma agulha.
4. Intratecal: o quimioterápico é administrado diretamente dentro do líquido espinhal (líquor), que fica dentro da coluna do paciente.
5. Subcutâneo: a droga é administrada sob a pele do paciente.
6. Intralesional: administração da medicação diretamente dentro do tumor.
A escolha da via de administração da quimioterapia depende da droga a ser utilizada, dose, esquema terapêutico, tipo de câncer, disponibilidade da droga, disponibilidade de acesso venoso e preferência do paciente.
Os efeitos colaterais relacionados à quimioterapia dependem da droga utilizada e da tolerância do próprio paciente. Atualmente a maior parte desses efeitos pode ser evitada ou minimizada, e a maioria deles é reversível. As reações adversas mais frequentes da quimioterapia são perda dos cabelos, fadiga, náuseas e vômitos, dor, aumento do risco de infecções, depressão, aumento da sensibilidade ao sol, formigamentos em mãos e pés e alterações dermatológicas (lesões de pele).
A angiogênese é o processo pelo qual novos vasos sanguíneos são formados. Alguns tumores são extremamente eficazes em aumentar a angiogênese, pois assim conseguem garantir o suprimento de sangue para sua própria subsistência.
Nos últimos anos várias drogas capazes de bloquear esse processo têm sido descobertas e utilizadas no tratamento de diversas neoplasias, impedindo que o tumor consiga se desenvolver.
Os inibidores de angiogênese mais utilizados nos dias atuais são bevacizumabe, everolimo, pazopanibe, sorafenibe e sunitinibe. A indicação de cada um deles é bastante criteriosa e deve ser feita sempre por um oncologista experiente.
Embora o perfil de toxicidade dessas drogas seja mais ameno que o dos quimioterápicos, o manejo dos efeitos colaterais é tão importante quanto o próprio uso da droga, uma vez que o desenvolvimento de toxicidades que limitem seu uso ou exijam a interrupção do medicamento pode prejudicar a eficácia do tratamento.
São medicamentos desenhados estrategicamente para atacar áreas muito específicas da superfície das células tumorais.
Os anticorpos permitem que o organismo possa identificar as células tumorais como estranhas e inimigas e estimulam a resposta imunológica do corpo contra elas. Podem ser utilizados isoladamente ou em combinação com a quimioterapia.
Entre os mais utilizados estão o trastuzumabe e o rituximabe, mas existe hoje uma grande quantidade de agentes desse tipo, e a cada ano tal número aumenta ainda mais.
O tratamento do câncer com hormônios (ou através do bloqueio deles) pode ser eficaz em diversas situações, e cabe ao seu médico indicá-la. De maneira geral, são tratamentos cujo objetivo é reduzir os níveis dos hormônios naturais em pacientes com tumores que são estimulados por tais hormônios. É o caso do câncer de mama com receptores hormonais positivos e do câncer de próstata.
A maior parte desses medicamentos é bem tolerada, com poucos efeitos colaterais, mas o risco de usá-las deve ser sempre avaliado juntamente com seu médico.
As terapias hormonais mais frequentemente utilizadas são tamoxifeno, anastrozol, exemestano, letrozol, goserelina, leuprorrelina, bicalutamida, abiraterona, entre outros.
As células-tronco (stem cells) são células imaturas que podem potencialmente se transformar em vários tipos de células sanguíneas maduras, como glóbulos vermelhos (que transportam oxigênio), plaquetas (que auxiliam no controle dos sangramentos) e glóbulos brancos (que combatem infecções).
O transplante de células-tronco repõe células doentes ou defeituosas em pacientes cujas células sanguíneas normais foram eliminadas pelas células cancerosas. Transplantes podem também ser indicados para tratar doenças hereditárias, como anemia falciforme, ou para auxiliar o paciente a tolerar o tratamento quimioterápico quando são necessárias doses muito elevadas das medicações.
Há três fontes principais de obtenção das células-tronco:
1. Transplante autólogo: as células são capturadas da medula óssea do próprio paciente antes da quimioterapia e são devolvidas a ele após o tratamento.
2. Transplante alogênico: as células são colhidas de doadores cuja compatibilidade com as células do paciente seja a mais alta possível.
3. Células de cordão umbilical: as células são extraídas da placenta de recém-nascidos, logo após o parto, e armazenadas em bancos de cordão para seu uso futuro.
A identificação de doadores é feita através da análise do antígeno leucocitário humano (HLA), que identifica características específicas das células tanto do paciente quanto do possível doador. A tipagem de HLA é obtida através de exames de sangue coletados do paciente e dos candidatos a doador. É feito então um estudo comparativo destas características para verificar a compatibilidade entre as células e definir se aquele doador é adequado ou não. Essa compatibilidade é essencial para o sucesso do transplante, visto que quanto maiores são as semelhanças, menores as chances de haver rejeição ao transplante.
As compatibilidades perfeitas ocorrem entre gêmeos idênticos. Além disso, há boas chances de se encontrarem doadores compatíveis entre parentes de primeiro grau (filhos, irmãos ou pais). Apesar disso, cerca de 75% dos pacientes não possuem doador compatível em sua própria família e necessitam de células provenientes de doadores não-aparentados (daí a importância dos bancos de doadores de medula óssea).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define Cuidados Paliativos como aqueles cujo foco são os pacientes portadores de doenças que comprometam suas vidas. Em Oncologia, referem-se à abordagem global e multidisciplinar de pacientes com neoplasias sem possibilidade de cura ou cujo tratamento provocou sequelas desabilitantes, com comprometimento significativo de sua qualidade de vida, seja do ponto de vista físico, emocional ou espiritual.
O objetivo das equipes de Cuidados Paliativos é prevenir e aliviar o sofrimento dos pacientes com câncer, proporcionando a melhor qualidade de vida possível, independentemente da idade, estágio da doença e planejamento terapêutico. O controle adequado dos sintomas relacionados à doença e ao tratamento é o pilar principal da abordagem, incluindo sintomas físicos, psicológicos, sociais e espirituais.
Erroneamente, muitos pacientes acreditam que tais cuidados se restringem a quem não tem mais possibilidade de tratamento oncológico ou está na fase final da doença. Na verdade, os resultados desse tipo de abordagem são muito mais efetivos quando iniciados precocemente, assim que é feito o diagnóstico de doença incurável, mesmo que o prognóstico do paciente seja ainda de vários anos. Há estudos que mostram inclusive que pacientes encaminhados precocemente para equipes de Cuidados Paliativos vivem significativamente mais tempo que aqueles que são encaminhados já próximo de sua fase terminal. E vivem melhor.

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• Dr. Sebastião de Almeida Pinto Filho
• Dra. Ana Lúcia Coradazzi
• Dra. Mariana Lopes Zanatta
• Dra. Danielli Brussi de Carvalho
• Dra. Mayra Calil Jorge Frankenfeld
• Dr. Lucas Oliveira Cantadori
• Dra. Ana Clara Muraro Bonini
• Dr. Thomas de Souza Patto Marcondes
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