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Oncologia

Desvendando o Câncer: Da Origem Genética à Jornada de Cura

Explore a complexidade do câncer, desde as mutações genéticas até as opções de tratamento. Aprenda sobre os sinais de alerta, o processo de estadiamento e as possibilidades de cura, oferecendo esperança e conhecimento para aqueles que enfrentam esta jornada.

Oncologia | O Câncer

O aparecimento de um câncer é sempre consequência de uma alteração no material genético de uma célula do corpo.

Todas as células do nosso corpo se dividem e se multiplicam (em velocidades variadas). Ao longo destas divisões, invariavelmente, ocorrem alterações nos genes (o material genético contido no núcleo de cada célula).

Estas alterações geralmente são corrigidas por diversos mecanismos (proteínas que corrigem estas alterações, sistema imunológico que elimina células que contenham alterações genéticas, entre outros).

Quando o organismo não consegue corrigir a mutação genética ou eliminar a célula alterada e a alteração que está presente, isso faz com que a célula se divida de maneira exacerbada e descontrolada, e surge o tumor.

Quando um tumor adquire a capacidade de invadir áreas adjacentes, ou de entrar na circulação e se implantar em outros órgãos, trata-se de um tumor maligno, denominado de câncer.

O aparecimento do câncer

Hoje sabemos que há diversos estímulos capazes de provocar alterações genéticas que resultam no desenvolvimento do câncer. Os mais conhecidos são a fumaça do cigarro, o vírus HPV (papiloma vírus humano), alguns produtos químicos, entre outros.

Alguns tipos de câncer têm origem genética. É o caso das pessoas que têm defeitos genéticos herdados de seus familiares, sem os quais não conseguem corrigir lesões no seu material genético.

Essa perda da capacidade de corrigir erros tem como consequência o acúmulo progressivo de alterações genéticas, culminando no aparecimento do câncer. Em outros casos, a mutação genética herdada por si só já é capaz de promover o desenvolvimento do câncer.

Os sintomas do Câncer

Infelizmente, não existem sintomas típicos do câncer, e em muitos casos a doença não provoca qualquer sintoma até que se encontre em fases muito avançadas.

Alguns sinais de alerta, no entanto, podem auxiliar no diagnóstico precoce:

・ alterações no hábito intestinal ou urinário
・ sudorese exagerada
・ sangramentos anormais ou excessivos
・ tumorações ou nódulos palpáveis em mamas ou outras partes do corpo
・ indigestão ou dificuldade para engolir
・ tosse que não melhora
・ dificuldade para urinar

Não hesite em procurar o médico caso perceba algum sintoma anormal que o preocupe. Sua preocupação e sua percepção do seu próprio corpo podem salvar sua vida.

A cura

Embora o câncer, de maneira geral, seja uma doença grave e com potencial de matar o paciente, atualmente é possível curar grande parte dos portadores da doença, em especial quando o diagnóstico é feito nas fases iniciais da doença. O câncer de mama, por exemplo, pode ser curado em 98% dos casos em estágios iniciais. No câncer de próstata, essa chance chega a 100%.

Em relação às neoplasias hematológicas, o potencial de cura é extremamente variável, assim como as estratégias terapêuticas adotadas, as quais incluem quimioterapia por curtos períodos de tempo, quimioterapia prolongada e até transplante de medula óssea.

O estadiamento do Câncer

O câncer evolui de forma bastante previsível, começando como uma doença bem localizada e de pequeno volume, e em seguida aumentando sua extensão localmente. O próximo passo é expandir suas células nocivas para outros órgãos, o que pode ser feito através dos vasos linfáticos e sanguíneos.

“Estadiamento” é o nome que os médicos usam para se referir ao processo de determinação da fase em que a doença se encontra em determinado paciente. Para isso, são utilizados vários exames, geralmente radiológicos (radiografias, tomografias, ressonância nuclear magnética, cintilografia óssea, PET-CT, entre outros).

O estadiamento leva em conta o tamanho do tumor primário, comprometimento ou não dos gânglios linfáticos regionais e presença ou ausência de metástases em outros órgãos. Um estadiamento bem feito é essencial para o planejamento do tratamento, definindo a necessidade de tratamentos mais localizados (cirurgia ou radioterapia) ou mais sistêmicos (quimioterapia), ou a utilização de mais de uma estratégia.

As fases avançadas

Quando o câncer é diagnosticado em fases mais avançadas, a cura ainda pode ser alcançada em casos específicos, embora essa possibilidade seja menor.

Mesmo nos casos em que a perspectiva de cura é muito pequena, é possível aumentar o tempo de vida dos pacientes e, principalmente, preservar sua qualidade de vida. Por este motivo, uma conversa franca com o médico especialista é essencial para definir os rumos e objetivos do tratamento.

A vida após o câncer

Os sobreviventes do câncer, como frequentemente são chamados os pacientes que se submeteram ao tratamento curativo com sucesso, experimentam três fases em sua trajetória:

・ Convivendo com o câncer: é a fase em que o paciente recebe o diagnóstico e se submete ao tratamento. É o período mais difícil e desafiador, tanto pelo desarranjo que a doença provoca na vida do paciente, quanto pelos sintomas provocados pela doença e pelo tratamento em si.

・ Vivendo apesar do câncer: é o período que se segue imediatamente após o término do tratamento, no qual o risco da doença voltar ainda é relativamente alto. É uma fase de grande alívio, mas permeada por ansiedade e receio.

・ Vivendo após o câncer: são os pacientes que estão vivos e livres da doença após um longo intervalo de tempo desde o término do tratamento. A sensação de vitória e a esperança, bem como um novo olhar sobre a própria existência, dão o tom nessa fase.